quinta-feira, 18 de maio de 2017

Refletindo com nossas aprendizagens

Assistimos atentamente as apresentações finais dos alunos, suas construções e como foi trabalhar com projeto de aprendizagens, ao que pude observar eles aprenderam muito sobre a natureza e o quanto ela é importante em nosso planeta, mas muito mais do que isso, eles entenderam como que funciona uma pesquisa, desde o seu início.  Que elas partem de muitas dúvidas; por isso (as dúvidas) são tão importantes. As crianças são dispostas e buscam o saber através de suas curiosidades, são encantadas com o processo de aprendizagem.
Foi uma experiência incrível para nós como professoras, poder sair da nossa zona de conforto e ter um desafio em aplicar um projeto numa escola diferente da qual trabalhamos, ou conhecemos. Estou iniciando um projeto de aprendizagens na escola onde eu atuo, trabalho atualmente com adolescentes; sem dúvida possibilitar os alunos liberdade de escolha nas pesquisas é uma grande atração e um ponto positivo para que as coisas deem certo. Penso que  iniciar este processo com os pequenos irá refletir mais adiante, digo no ensino fundamental e médio, porque os alunos ainda são muito dependentes do professor. Essa possibilidade de mudança é possível no projeto por aprendizagens. Conversando com minhas colegas sobre nossas atividades com as crianças da escola Machado de Assis, que realizamos o projeto relacionado à árvore  de Sequóia aprendemos muito sobre este tema—até então para nós desconhecido, uma das coisas que me chamou muito atenção foi sobre como funciona as missões da Nasa. O doutor em astrofísica Jorge Ricardo Ducati, professor colaborador na pós graduação da UFRGS disse:
— Nem sempre as missões da Nasa têm cunho apenas cientifico, a agência mantém muito ativo um setor de divulgação da imagem. Astronautas da mesma Apollo 14 jogaram golfe na Lua, por exemplo, como um lance de marqueting.  [..] No retorno à Terra, durante os procedimentos de descontaminação, as latas de sementes levadas pelo astronauta Stuart Roosa, estouraram, e elas se misturam. A NASA resolveu plantá-las em estações do serviço florestal no Missipi e na Califórnia. quando elas germinaram e puderam ser identificadas, a agência espacial passou a distribuí-las, entre 1975 e 1976, para Estados do Sul e do oeste dos EUA e países como Brasil, Suíça e Japão. das mudas originais de Sequóia que viajaram ao espaço, só a de Santa Rosa vive fora dos EUA.
Este trabalho além de nos informar muitas coisas que não tínhamos conhecimento também proporcionou uma nova visão sobre o iniciar Projeto por Aprendizagens, ou seja, é possível sim, trabalhar com os pequenos e os resultados são muitos satisfatórios.
Att. (Professora Luciane Stepanski)

Foi uma experiência, como citou a colega Luciane, muito compensadora. As trocas realmente aconteceram, em nós também despertou o interesse sobre o tema, o que nos levou a  pesquisar e aprender com os alunos. Podemos afirmar que a aplicação do projeto garantiu a aprendizagem dos alunos de maneira diferente do tradicional. Conseguimos perceber o envolvimento dos alunos e a vontade de contribuir com o projeto. Para nós foi significativo, ver a construção do projeto sair do papel e ser aplicado com sucesso.
Conforme aponta Saviani (1992) os educadores devem buscar nortear sua ação a partir de três objetivos fundamentais: a identificação das formas mais desenvolvidas em que se exprime o saber objetivo socialmente produzido, a transformação deste saber objetivo em saber escolar que possa ser assimilado pelo conjunto dos alunos e a garantia das condições necessárias para que estes não apenas se apropriem do conhecimento, mas ainda possam elevar seu nível de compreensão sobre a realidade. O projeto contemplou esses três itens.
Com essa metodologia, enfrentamos outro desafio, que é o respeito com os alunos. Levando em consideração que nem todos aprendem do mesmo modo, o desenvolvimento do projeto deixa espaço para o aluno ir fazendo suas descobertas conforme seu ritmo.
Acreditamos ter plantando uma sementinha do conhecimento, esperamos ter contribuído significativamente com a turma, não somente em relação ao tema que foi desenvolvido, mas também para futuros estudos.
Att(Prof. Tânia Antoniazzi)

SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica : primeiras aproximações. 3.ed. São Paulo : Cortez, 1992.


Neste trabalho com Projeto de Aprendizagem, com os alunos do 4° ano, entendemos que nós professoras juntamente com os alunos, aprendemos e refletimos não só sobre um tema, neste caso a árvore Sequóia, o qual foi o ponto de partida para o trabalho. Mas também sobre a importância de trabalhar em equipe— em possibilitar trocas e aprender juntos. Este tema gerou curiosidade, dúvidas, indagações, o desejo e a vontade de investigar. No desenvolvimento do mesmo, foram elaboradas atividades para buscar respostas para o problema ou o assunto proposto. As atividades permitiram aos alunos agirem, observando a existência de vários pontos de vista e de diferentes formas e caminhos para o aprendizado. Após este momento, propomos aos alunos realizarem um relato oral e após escrito sobre o que de mais importante aprenderam ao trabalhar com projeto, sobre o  tema escolhido. Consideramos, no final do projeto, que o uso da metodologia em PAs na sala de aula foi bem aceita, motivou os alunos e verificamos que teve uma significativa mudança na ação pedagógica das professoras e na aprendizagem dos alunos da classe.(Professora Marisa Kriese da Silva ).


O trabalho em equipe é uma forma de produzir resultados melhores, pois cada pessoa possui diferentes maneiras de pensar, e os alunos do 4º ano trocaram conhecimentos, enriquecendo a aprendizagem do grupo, juntamente com nós professoras, pois o trabalho com projetos amplia nossas possibilidades de construção do conhecimento.
Segundo Zabala " o segredo de tudo está na participação dos alunos no processo " Desta forma a proposta do trabalho com projetos vê na participação dos alunos o diferencial para o sucesso da relação ensino aprendizagem.(Professora Vera Lúcia Arndt ).

[2] ZABALA, Antoni. Modelos se discutem (artigo). Revista do Ensino Superior. São Paulo: Editora Segmento. Ano 2, nº 26, novembro de 2000, pp. 12-15.


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