terça-feira, 17 de outubro de 2017


Fases Do Desenvolvimento Infantil


Para falar das Fases do Desenvolvimento Infantil irei recorrer a um dos autores mais conhecidos sobre esse tema –  Jean Piaget, que estudou detalhadamente todas as fases do desenvolvimento da criança e a psicogênese do conhecimento. Além de suas obras, muitos autores fazem referência aos seus estudos.
Para PIAGET o conhecimento não está no sujeito, nem no objeto exclusivamente, mas na interação indissociável entre ambos. A criança entra em contato com o objeto, experimenta-o por meio de seus sentidos, usa-o de todas as formas e define-o pelo uso que faz dele. A inteligência estrutura-se elaborando formas de adaptações progressivamente mais complexas. O ato de conhecer precisa de conteúdos externos para que se efetive, sendo assim, implica a necessidade e a possibilidade de trocas entre o sujeito e o meio físico, social, natural e cultural.
Dessa forma, a criança que possui ambiente limitado, que não favoreça a interação entre o sujeito e o objeto, e adultos que não estimulem adequadamente, podem sofrem déficit na aprendizagem, mesmo que não apresentem deficiência biológica.
Jean Piaget explica através da psicologia genética, que a criança desenvolve-se a partir do momento que começa a interagir por meio de ações cognitivas concretas, ou seja um processo de construção de estruturas lógicas sobre os objetos ao seu redor. Este autor classifica o desenvolvimento intelectual/cognitivo das crianças em etapas ou estágios, sendo que em cada fase obedece a uma seqüência e tempo de permanência determinados pelo qual a criança vai dos conceitos básicos para o complexo, como sendo cada fase pré-requisito para a próxima:
Sensório-motor (zero a dois anos): Nesta fase a criança explora o mundo através dos sentidos, isto é, ela precisa tocar, provar os objetos. Nesse estágio as ações geralmente não são intencionais, a aprendizagem ocorre “acidentalmente”, por reflexos.

Período Pré-operatório (dois a sete anos): Corresponde ao período da educação pré-escolar. Esta fase apresenta alguns estágios diferenciados: estágio egocêntrico (dois a quatro anos) e estágio intuitivo (cinco a sete anos). Aparece a função simbólica, isto é, os objetos começam a serem representadas por símbolos: um cabo de vassoura é cavalo, uma cadeira empurrada é um trem, etc. É uma fase fortemente egocêntrica (a criança se vê como o centro de tudo que acontece ao seu redor) e caracteriza-se pela irreversibilidade, ou seja, a criança considera que todos pensam como ela. A noção de espaço, adquirida por volta de dois anos, antecede a noção de tempo, surgindo por volta dos quatro anos. A criança também não consegue ainda entender transformações, mesmo que elas ocorram na sua presença. 
Período Operatório Concreto (sete a onze anos): A criança já consegue usar a lógica para chegar as soluções da maior parte dos problemas concretos. Entretanto, sua dificuldade aumenta quando se trata de lidar com problemas não concretos.
Período Operatório Formal (onze a quinze anos): O pensamento lógico já consegue ser aplicado a todos os problemas que surgem (o que não implica dizer que todo adolescente é totalmente lógico nas suas ações). Piaget também destaca que o desenvolvimento das operações mentais depende de um meio rico de estímulos. Em um ambiente adequado e propício, a criança desenvolve suas potencialidades, favorecendo assim não só seu crescimento físico, como o emocional e o social.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

    Nesta semana na interdisciplina de Questões Étnico Raciais,  realizamos a atividade de pesquisar um vídeo curto sobre questões indígenas, afro, ciganos, refugiados, diversidade de gênero e religiosas, atividade bem rica porque pudemos enriquecer nosso repertório de aprendizagens. 

 Filme Preciosa
A injustiça está presente no cotidiano, e costuma ser um fator causador de grande comoção nas pessoas não atingidas por ela. Este filme é muito comovente e  tem um final positivo, é uma história de esperança. Diferentemente de muita que cruzamos no mundo real.
Grávida de seu próprio pai pela segunda vez, Claireece "Preciosa" Jones de 16 anos, não sabe ler nem escrever e sofre abuso constante nas mãos de sua mãe. Instintivamente, Preciosa vê uma chance de mudar de vida quando ela tem a oportunidade de ser transferida para uma escola alternativa. Sob a orientação firme e paciente de sua nova professora, Sra. Rain, Preciosa começa a viagem da opressão para autodeterminação.
1987, Nova York, bairro do Harlem. Claireece "Preciosa" Jones (Gabourey Sidibe) é uma adolescente de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai (Rodney Jackson) e abusada pela mãe (Mo'Nique), ela cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também não a ajuda nem um pouco. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez, Preciosa é suspensa da escola. A sra. Lichtenstein (Nealla Gordon) consegue para ela uma escola alternativa, que possa ajudá-la a melhor lidar com sua vida. Lá Preciosa encontra um meio de fugir de sua existência traumática, se refugiando em sua imaginação.


Data de lançamento12 de fevereiro de 2010 (Brasil)
DireçãoLee Daniels
RoteiroGeoffrey S. Fletcher
Música composta porMario Grigorov
PrêmiosOscar de Melhor Atriz Coadjuvante


 
 Este filme nos ensina a ter esperança, mesmo em meio a muitas dificuldades como foi o caso da adolescente de apenas 16 anos- conhecida como Preciosa, que sofreu vários tipos de violências e a forma como administrou a criação de um filho com síndrome de down.
  
 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Preconceito


O preconceito é um juízo de valor criado sem razão objetiva e que se manifesta por meio da intolerância. Ele pode envolver a condição social, a nacionalidade, a etnia, a maneira de falar ou de se vestir, entre outros.
O preconceito surge por meio das diferenças entre as pessoas e as opiniões que cada um sustenta. Esse tipo de atitude é muito prejudicial à sociedade, visto que gera desentendimentos, intrigas, ódio, etc.
Trata-se de um pré-julgamento, sem que haja fundamentação para tal escolha. Ou seja, o preconceito é criado a partir de crenças e superstições que, por vezes, sustentam o ódio ou repúdio a determinado grupo.
Importante destacar que, na maioria das vezes, o preconceito surge de ideias pré-concebidas em que o conhecimento ou reflexão sobre tal coisa é muito “raso”.
Os indivíduos mais preconceituosos cresceram em contextos onde o preconceito era manifestado por atitudes discriminatórias. Assim, eles carregam determinadas ideologias geradas por uma base irracional.

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